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Sonatine (1993) - Crítica
Li alguns comentários sobre A Odisseia, do Nolan, que criticam a montagem. Eu ainda não assisti ao filme, ele simplesmente não me interessa. Mas as críticas sobre a montagem do filme me interessam. Uma parte das críticas era direcionada a curta duração dos planos: a cada piscada de olho, um novo corte. Além de não dar tempo suficiente para o plano respirar (consequentemente, asfixiando o espectador) e para a imagem se constituir como composição mental, isso acaba por gerar

João Marcos Albuquerque
há 4 dias2 min de leitura


A Simple Event (1973) - Crítica
O minimalismo formal é indissociável da miséria vivida pelos personagens, assim como pelas condições paupérrimas de produção do filme (recursos escassos, filmado clandestinamente). Os cortes secos, as atuações desdramatizadas, o laconismo de toda mise en scène, um certo desejo de anulação do belo e do sentimental, a repetição extenuante, uma estrutura opaca e monótona, o rigor da montagem, as corridas sem fim, o espaço rudimentar que apenas dilata o tempo onde nada acontece

João Marcos Albuquerque
1 de ago.1 min de leitura


Fruto do Paraíso (1970) - Crítica
São poucos os cineastas que conseguem imprimir um senso de novidade e descoberta a cada novo plano, em cada enquadramento, atuação, corte, em cada movimento no espaço e no tempo, em cada composição imagética, sonora e na relação entre ambas, em suma: na criação de um mundo cinematográfico com suas próprias leis, cores, lógicas, texturas, movimentos, relações e coordenadas espaçotemporais. Estamos em um outro terreno (mito? fábula? alegoria? religião? cinema?) cuja outridade

João Marcos Albuquerque
18 de jul.2 min de leitura
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